Olá leitores deste distinto blog sobre Cuba e sobre assuntos revolucionários de esquerda, escrevo para deixar aqui um breve tutorial sobre como foi meu percurso e do grupo ao qual fiz parte para ir até Cuba no ano de 2013.
O primeiro passo para você que quer ir a Cuba estudar e viver a sociedade cubana, em especial seu sistema de saúde, é juntar se em grupos organizados de pessoas e dividir tarefas para começar uma caminhada cheia de coisas para resolver (tanto burocráticas quanto financeiras).
Certamente se você é aquele tipo de sujeito que pretende ir a Cuba para turismo com a agência de viagens cuidando de tudo por você, creio que esse post não vai te ajudar muito, pois ele se destina a quem vai correr atrás de resolver todos os trâmites da viagem com um grupo mínimo de seis pessoas (tal como preconiza a Escuela Nacional de Salud Pública de Cuba- ENSAP para receber profissionais e estudantes em seus cursos de vivência). Vamos lá aos passos básicos e informações elementares para você que pretende ir à ilha socialista.
01. A primeira coisa que você deve saber é que oferecer pós graduações e cursos de vivência pagos é uma das fontes de renda de Cuba. Por isso, salvo raras exceções (se você conseguir alguma bolsa do governo brasileiro ou outra fonte de ajuda de custo), todos os custos da viagem sairão do seu bolso (passagens, trâmites com documentos, pagamento do curso e da hospedagem com tudo incluso na ENSAP). Mas, com planejamento e paciência é possível dar tudo certo.
02. Existe uma lista de e-mails chamada estagiocuba@yahoogrupos.com.br que recomendo que você entre e se cadastre para entrar nas rodas de discussão, pois é por meio desta lista que os grupos com pessoas do país inteiro se organizam e também compartilham informações com quem já foi à Cuba. Nesta lista de e-mails os grupos se organizam de seis a no máximo 20 pessoas e definem o mês em que cada grupo vai. Isso ocorre por meio de troca de e-mails e reuniões virtuais no skype, facebook e em vários outros meios. De vez em quando acontecem uns conflitos com relação aos interesses dos vários grupos com relação às datas, mas isso faz parte e negociar é uma arte que você tem começar a exercitar desde cedo!
03. Enquanto o grupo está se formando e definindo a data para ir, recomendo que apenas uma pessoa enquanto representante do grupo faça o primeiro contato com a ENSAP. A funcionária responsável por fazer este contato com as relações internacionais chama-se Marta Otero. A Marta é uma pessoa super acessível e certamente deve receber e-mails do mundo todo, então não estranhe se ela demorar a responder os e-mails dos primeiros contatos. Depois de certo tempo o contato fica mais estreito e vocês verão que a velocidade de troca dos e-mails aumenta. o e-mail da marta para estabelecer o contato é: marta.otero@infomed.sld.cu Neste e-mail você poderá escrever em português (sem gírias e regionalismos por favor para facilitar a vida da Marta) que ela entende bem o idioma. Eu recomendo que a pessoa que faça o contato tenha conhecimento mínimo de espanhol, pois os e-mails de volta que Marta enviará serão em espanhol. Recomendo que nos e-mails vocês se apresentem, organizem as dúvidas do grupo e digam em que área da saúde vocês enquanto grupo têm interesse em vivenciar.
04. Se você não tem passaporte, trate de começar a providenciar pois é o primeiro documento que você vai precisar providenciar. Sem ele teoricamente nem as passagens você pode comprar. Uma parte do grupo deve se organizar para pesquisar os preços das passagens. Os preços variam muito de épocas em épocas (entre R$1.500,00 a R$ 2.700, 00), dependendo do trecho e da combinação entre escalas e conexões. A cia aérea que faz voos para Havana é a Copa Air Lines. A empresa Cubana faz voos muito raros para Havana, pelo menos na época em que fui para lá. Mas pesquisem bastaste e tirem suas conclusões sobre onde vale mais a pena comprar as passagens, seja diretamente na Cia aérea ou em agências de turismo.
05. Além dos custos das passagens, será necessário o pagamento do curso (com transporte incluso e todo material) custa 300 CUC por semana (peso convertido, também conhecido como moeda do estrangeiro ou CUC). Como disse em postagens anteriores, em Cuba existem duas moedas, o peso cubano (que somente cidadãos cubanos podem usar) e o peso convertido (que deve ser usado por estrangeiros que a conversão é pareada com o euro. Em média a cotação de 1 euro vale 1, 30 CUC para você se situar). Se o curso durar duas semanas 600 CUC e por ai vai a depender do tanto de dias de formação que você e o grupo desejar. Eu fiquei 18 dias e foi muito bom e bem intensa a formação. Para maiores informações sobre esta questão do cambio mandem recado aqui pelo blog que tentarei explicar o máximo possível.
06. A hospedagem na ENSAP custa 25 CUC a diária (quarto simples e aconchegante, com banheiro no quarto, ar condicionado, wi-fi com cota coletiva de acesso ou seja quando acabar a cota só no outro dia para acessar e todas as refeições inclusas - café, almoço e jantar). Eu recomendo a hospedagem na ENSAP, mas se você quiser ficar em outro local fica seu critério. A saída para as atividades sempre é da entrada da própria ENSAP.
07. Quando o grupo estiver fechado, com data fechada, dá-se a formalização do curso com o envio das cartas de aceite. Antes de recebermos as cartas teremos que enviar um mini currículo de cada uma das pessoas do grupo para a ENSAP e a proposta do que queremos fazer no curso para que eles possa dar o retorno do que vai ser possível e fazer os devidos ajustes. De posse das cartas de aceite é possível negociar liberação nos programas de residência em saúde, no seu emprego ou na faculdade por exemplo.
08. Para viajar à Cuba você deve estar cm seu cartão de vacinação em dias (procure um posto de saúde para saber como deixar o cartão em dias com as vacinas que estão faltando porque seu for explicar aqui vai ser necessário um post somente para isso). Com toda certeza, você não embarca sem ter tomado a vacina da febre amarela. Para embarcar você deve levar seu cartão de vacina do seu município a um posto da ANVISA no Brasil para retirar seu cartão de vacina internacional que terá validade de 5 anos. Quando tirei não houve custos para isso. Se você perdeu seu cartão, procure o posto de saúde em que você tomou a maioria de suas vacinas na vida ou tem cadastro e peça a enfermeira o espelho das vacinas, caso contrário sua ida pra Cuba vai ficar complicada. Eu tive que ir atrás do meu cartão pois tinha perdido.
09. Sobre o visto de entrada em Cuba, se você for realizar um curso de até 30 dias é possível ir com visto de turista que custou cerca de R$50 reais em novembro de 2013 e você o paga na própria cia aérea. O visto de saída custa 25 CUC. Caso você vá estudar mais de 30 dias terá que tirar o visto de estudante que será via consulado de Cuba em São Paulo e bem mais caro.
10. Basicamente, estas são as informações fundamentais sobre papelada, custos e os trâmites de organização dos grupos. Evidente que, assim como você que está interessado, eu tive também muitas dúvidas e estas dúvidas fazem parte do processo.
Volto a dizer que o blog Diários de Cuba e eu mesmo, Diego, estou a disposição para esclarecer o que for possível para você caro leitor.
Hasta la Vitoria Siempre!! (Che)
Diários de Cuba
sábado, 18 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Conheça Cuba por seus artistas: Havana D´Primera
Se você gosta do ritmo dançante de Cuba, este grupo traz estas e outras canções sobre a dança na rua de Cuba com muito ritmo e Havana de fundo! Curtam o pessoal do Havana D´Primera.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Conheça Cuba por seus artistas: Tony Ávila
Esta bela canção trata, com um jogo de palavras, de discutir as desigualdades entre os diversos mundos deste mundo em que vivemos. Com vocês, Tony Avila, el trovador!
eis a letra:
En el mundo de los menos cabe el mundo de los mas pero los
menos no quieren que los más tengan lugar los menos para escalar a la cima se
pusieron y su trono construyeron en el mundo de los más. Fue en el mundo de los
mas que salieron los de menos que por dentro llevan menos y afuera precisan más
no es mejor quien tenga menos pero no es casualidad que los que viven con
menos, lleven dentro mucho más Viajando entre mas y menos, aprendí que la
verdad no es al mundo de los menos lo que al mundo de los más; la verdad para
los menos es una palabra más, que no van a echar de menos, simplemente están de
mas.
Cada día entre los menos se dan cuenta mucho más como cada
vez por menos se preocupa el mandamás el problema de los menos es que les
cuesta sumar y al sumar siempre de menos el resultado final. El la fiesta de
los menos el sudor va por los mas como no soy bienvenido he preferido cantar y
mi canto es para todos, a los menos y a los más para que sepan los menos que
este mundo es de los mas, para que sepan ustedes, este mundo es de los mas,
porque ya sabemos todos este mundo es de los mas.
Conheça Cuba por seus artistas: Gente de Zona
Que tal conhecer cuba também pelos grupos dançantes e pops? Gente de Zona é um grupo bastante popular em Cuba que mistura reggaeton com pop e muito ritmo. Esta música é uma das mais tocadas em Havana neste ano de 2013. Você escuta no taxi, no ponto de ônibus, na boate e na entrada do museu! Com vocês, Gente de Zona!
Conheça Cuba por seus artistas: Orishas
Certamente você já ouviu esta música em alguma Boate (disco) pelo mundo e ela trata justamente sobre a responsabilidade de falar e representar Cuba pelo mundo com ritmo e conteúdo! Com vocês, Orishas!
Conheça Cuba por seus artistas: Orishas
Orishas é uma banda ou conjunto de ativistas-artistas da periferia de Havana que começaram a compor raps sobre a realidade de Cuba e depois misturaram diversos ritmos, unindo ritmo, poesia, política, amor e cotidiano em suas composições. Neste vídeo, eis um classico do grupo chamado de 537 Cuba (que mistura a música chan chan imortalizada pelo Buena Vista Social Club), trazendo o rap, o rip hop e a letra! Com vocês, Orishas!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
O que Você Entende Sobre Atenção Primária em Saúde? Que Tal Rever Alguns Conceitos...
A APS em cuba é uma estratégia organizadora do SNSC. Ou seja, a APS não está localizada em um nível de atenção à saúde, mas sim presente em todos os níveis.
Você pode perguntar: como assim?
Não importa por onde o usuário acesse os serviços de saúde, ele será acolhido e avaliado, bem como tomadas as devidas providências cabíveis e posteriormente a rede é comunicada sobre onde está aquele paciente.
A APS está presente:
•Nos consultórios de família;
•Nos policlínicos;
•Nos hospitais
•Nos centros Comunitários de Saúde Mental
•Nos lares maternos
•Nos círculos de anciões
•Nos lares de anciões
•Enfim, em todos os serviços...Enfim, no
sistema...
É importante que você saiba que em Cuba a APS é uma estratégia organizadora do SNSC. No Brasil, a APS (alguns teóricos e sanitaristas preferem chamar atenção básica) é confundida como estratégia e ao mesmo tempo um nível de atenção à saúde. No cotidiano dos serviços de saúde no Brasil (por este e por outros vários motivos), a APS na prática não acaba sendo nem uma coisa e nem outra, pois a APS no Brasil muitas vezes é vista apenas pelo cunho administrativo de ser a "porta de entrada preferencial do SUS"; bem como a APS brasileira não tem poder de articular rede. O principal ensinamento de Cuba sobre a APS ser uma estratégia é que não importa por onde o usuário entre no sistema, o que importa é que o sistema todo está organizado sob uma lógica e haverá comunicação para encaminhamento do paciente e ele não ficará sem assistência.
•A APS em cuba conta com alguns
dispositivos importantes para sua resolutividade:
•Os mais próximos do território são
os seguintes:
•O
Consultório de Família: composto por médico e enfermeiro de
família, responsável por 800 a 1600 pessoas em média. Esta equipe é chamada
equipe básica de saúde (EBS).
• A equipe básica de saúde compõe o grupo
básico de trabalho (GBT), junto com a equipe dos policlínicos de referência do
território.
•O
Policlínico: dispositivo
que possui retaguarda especializada para que a ESB tenha acesso fácil a exames,
profissionais especializados de medicina e outros profissionais a depender da
situação de saúde da área. Além disto, os policlínicos fornecem reabilitação
física no território com todos os profissionais e equipamentos necessários.
Vamos ao Sistema Nacional de Saúde de Cuba (SNSC) parte 03
Esquema-Base do SNSC
A base estrutural comunitária do SNSC são os consultórios de família que ficam nas comunidades urbanas e rurais com uma população definida e possui uma equipe composta por um médico de família e uma enfermeira de família. Está é a equipe básica de saúde que é responsável por cerca de 800 a 1600 pessoas. Pode haver variações me função da dimensão territorial, mas em média cada equipe fica responsável por este contingente populacional. No contexto rural este número decresce para cerca de 600 pessoas por consultório para manter a proporcionalidade do cuidado. Cada grupo de consultórios de família possui um policlínico de referência para dar retaguarda especializada com acesso aos seguintes serviços:
Eletrocardiograma de urgência e eletivo, Radiografia, Endoscopia,
Ultrassonografia, Optometria, Laboratório Clínico, Imunização;
Atenção Integral ao Diabético e ao Idoso, Traumatologia, entre outros. Dependendo das características da Área de Saúde a que está adstrito também poderá ter outras competências e consultas de especialidade de que esta necessite. (Diaz Novás J et al.)
Cada policlínico fica com uma população média de 4.600 pessoas (referentes aos consultórios de família), também podendo haver variações.
Existindo 498 por toda a ilha, os Policlínicos são, assim, o centro de uma determinada Área de Saúde, usualmente sem internamento e com um pequeno Serviço de Urgências, responsáveis por fazer a ligação com o Nível Secundário.
Do Nível Secundário, fazem parte os hospitais regionais e municipais, para onde os pacientes são encaminhados, quando o Nível Primário é insuficiente para a resolução do seu problema.
Neste sentido, Cuba, por entender que atenção primária está em todos os níveis de atenção (consultórios, policlínicos, hospitais e centros de referência), fornece uma capacidade resolutiva grande para os dispositivos de saúde que são de base eminentemente territorial como os consultórios de família e os policlínicos de referência. Diferentemente do Brasil, que existe um fosso entre atenção primária (que no contexto brasileiro se mistura entre ser uma estratégia e um nível de atenção) e a atenção secundária (representada pelos ambulatórios especializados e policlínicas), em Cuba consultórios e policlínicos trabalham juntos e formam o grupo básico de saúde na rede.
O conjunto de grupos básicos de saúde formam uma área de saúde, equivalente no Brasil aos distritos sanitários e estas áreas de saúde realizam conjuntamente o planejamento dos serviços oferecidos, bem como dos insumos necessários de acordo com a situação de saúde que aquela população necessita. Se os estudos da área de saúde percebem que em um determinado território há a necessidade de fazer práticas de reabilitação física no território, o policlínico de referência começa a oferecer um serviço adequado à esta necessidade. Ou seja, os serviços vão se adaptando ás necessidades de saúde da população, diferentemente do Brasil em que a população tem que se adaptar aos serviços que são oferecidos (muitas vezes incompatíveis com a situação de saúde daquela região). Esta, certamente, é uma diferença substancial que atesta a falta de planejamento profissional no campo da saúde feita pelos nossos gestores brasileiros e pelos profissionais que pensam que seu único papel é prestar assistência aos usuários.
As áreas de saúde em conjunto prestam contas à autoridade sanitária municipal (equivalente à secretaria municipal de saúde) e esta autoridade se comunica com a instância administrativa colegiada do município, chamada assembleia municipal do poder popular (equivalente a uma prefeitura colegiada por representantes eleitos da base). A autoridade municipal se subordina e planeja junto com a autoridade sanitária provincial (equivalente à secretarias estaduais de saúde) e e esta autoridade se comunica com a instância administrativa colegiada da província (equivalente ao governo do estado colegiado), chamada de assembleia provincial do poder popular. A autoridade provincial de saúde se subordina e planeja junto com a autoridade sanitária nacional, a saber o Ministério da Saúde Pública (MINSAP) e esta autoridade se comunica com as instâncias administrativas colegiadas nacionais (equivalente ao governo federal colegiado), chamadas de assembleia nacional, conselho de ministros e conselho de estado. Em outra postagem explicarei de forma mais detalhada como funciona cada uma destas instâncias colegiadas administrativas e mostrar como é democrática (embora ainda seja pela lógica da eleição de representantes) a suposta ditadura cubana tão temida no mundo.
Os hospitais e institutos são equipamentos de gerência administrativa de suas autoridades sanitárias específicas e sobre forte apoio e cobrança (alias cobrança é presente em todos os serviços) do MINSAP.
Perceba que, em Cuba, não há Ministério da Saúde tal como existe no Brasil. O que existe é o Ministério da Saúde Pública, pois em Cuba a única saúde que existe é pública! Isso é outra coisa revolucionária importante que você saiba. A seguir algumas fotos importantes de dois consultórios de família (que também terão uma postagem específica sobre sua organização) e sobre os policlínicos (que também terão uma postagem específica sobre sua organização).
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Vamos ao Sistema Nacional de Saúde de Cuba (SNSC) parte 2
Depois das bases legais, é de fundamental importância que você entenda os principais marcadores estruturantes do SNSC. O primeiro que destaco é a formação do recursos humanos. Este, sem dúvida é o principal pilar estruturante do SNC, pois os profissionais, principalmente os de Medicina são formados com caráter generalista e com acesso a recursos de resolutividade clínica e articulados com a comunidade próximos ao seu ambiente de trabalho. Além disso, a boa formação dos seus profissionais (sem os dilemas corporativistas que existem aqui no Brasil e de fato com uma prática colaborativa entre os profissionais no serviço em Cuba) contribui para que Cuba seja o país que mais protagoniza a exportação de médicos no mundo (não sendo cobrado nenhum centavo aos países que não podem pagar por este serviço de intercâmbio profissional, não sendo este o caso do Brasil).
Outro fator é o suporte de medicamentos e de suporte de insumos clínicos e não clínicos. Aqui se localiza uma parte da engenharia mágica de Cuba para comprar em grande escala estes insumos de fornecedores que aceitam furar o bloqueio econômico autoritário dos EUA. De fato, Cuba roda o mundo todo atrás de fornecedores para garantir à sua população este pilar de sustentação do seu SNSC.
Os demais fatores estruturantes e decorrentes do planejamento gigantesco do SNSC, são o apoio logístico, um sistema de informação em saúde (pouquíssimo informatizado, porém muito eficiente no acompanhamento dos indicadores) e claro o suporte financeiro com a garantia de 9% do PIB de Cuba para sustentar o SNSC. É importante deixar claro que a população cubana tem reclamado da falta de transparência do governo sobre o emprego dos recursos não somente no SNSC como também em outras políticas. Embora haja esta queixa, de modo majoritário, os cubanos aprovam a forma como o financiamento do SNSC é feito.
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